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Dez Argumentos pela Escravatura

A escravatura existiu durante milhares de anos, em todos os tipos de sociedade e em todas as partes do globo. É necessário um extraordinário esforço para imaginar a vida em sociedade sem escravos. Mesmo assim, de quando em vez, fazem-se ouvir vozes excêntricas que se opõem a tal prática, a maior parte argumentando que a escravatura é imoral e, portanto, deve deixar de ser praticada. Tais argumentos são acolhidos com reacções que variam entre a condescendência e o veemente desprezo, chegando mesmo a provocar manifestações violentas.

Quando se dão ao trabalho de argumentar contra a proposta de abolição da escravatura, são avançadas as mais variadas ideias. Aqui ficam as dez mais frequentes:

1. A escravatura é natural. Não somos todos iguais, e por isso devemos esperar que aqueles que são mais capazes em algumas áreas – por exemplo, inteligência, moral, conhecimento, destreza tecnológica, ou até mesmo a sua habilidade para combater – se tornarão mestres daqueles que são inferiores nestes aspectos. Abraham Lincoln exprimiu esta ideia num dos seus famosos debates com o Senador Stephen Douglas, em 1858:

Existe uma diferença a nível físico entre a raça branca e a raça negra que me levam a acreditar na impossibilidade da existência de igualdade política e social entre ambas. E na medida em que tal não pode acontecer, a coexistência entre ambos só pode acontecer com uma posição de superior e inferior, e eu, tanto como outro homem, sou a favor de que a posição de superior esteja a cargo da raça branca.

2. A escravatura sempre existiu. Este pensamento exemplifica a falácia lógica «argumentum ad antiquitatem» (o argumento à antiguidade ou tradição). No entanto, é comum ser um forte persuasor, especialmente entre pessoas de índole conservadora. Mesmo os não conservadores tendem a considerar este argumento, numa perspectiva quasi-hayekiana de que mesmo que não percebamos o porquê da persistência de uma instituição social, essa mesma persistência pode estar baseada numa lógica que ainda não percebemos.

3. Todas as sociedades têm escravatura. O corolário subjacente é que todas as sociedade têm que ter escravatura. A existencia generalizada de uma instituição constitui, aos olhos de muitas pessoas, a prova da sua necessidade. Talvez, como é argumentado por uma variação desta linha de pensamento, todas as sociedades são esclavagistas porque certos trabalhos são tão difíceis e degradantes que nenhuma pessoa livre os fará, daí que, caso não existam escravos, esses trabalhos não irão ser realizados. Afinal de contas, o trabalho é sujo e alguém tem que o fazer, mas nunca de livre vontade.

4. Os escravos não são capazes de tomar conta de si mesmos. Esta ideia foi popular nos Estados Unidos, no final do século 18 e inícios do século 19, entre pessoas como George Washington e Thomas Jefferson que, apesar de considerarem a escravatura moralmente repreensível, continuavam a possuir escravos e a obter serviços pessoais destes, bem como reter a produção que este «serviçais» (como eram tidos) eram compelidos a realizar. Afinal de contas, seria cruel libertar pessoas que, vendo-se livres, se iriam lançar num caminho de destruição e sofrimento.

5. Sem dono, os escravos irão morrer. Esta ideia leva ao extremo a linha de pensamento anterior. Mesmo após a escravatura ser abolida nos Estado Unidos em 1865, muitas pessoas continuaram a dar voz a tal ideia. Jornalistas do Norte dos EUA que viajavam na parte Sul do território logo após o fim da guerra civil reportavam que a população negra estava em vias de se extinguir por causa das altas taxas de mortalidade, baixas taxas de natalidade e condições económicas miseráveis. Infelizmente, tal como alguns observadores notaram, as pessoas recém libertadas eram demasiado incompetentes, preguiçosas ou imorais para se comportarem de modos que permitissem com a sua sobrevivência. (Ver o livro de 1977 Competition and Coercion: Blacks in the American Economy, 1865–1914.)

6. Após a libertação, as pessoas viviam pior do que quando eram escravas. Este argumento tornou-se popular no Sul nas décadas que precederam as guerras entre os estados dos Estados Unidos da América. O representante máximo deste argumento foi o escrito pró-escravatura George Fitzhugh, autor de livros cujos títulos não precisam de explicação: Sociology for the South, or, the Failure of Free Society (1854) ou Cannibals All!, or, Slaves Without Masters (1857). Fitzhugh foi buscar a inspiração a um escocês reaccionário e racista, o escritor Thomar Carlyle. A expressão «escravo do salário» ainda transpira esta perspectiva de antes da guerra. Fiel às suas teorias sociológicas, Fitzhugh defendia a extensão da escravatura para a classe operária americana de raça branca, para o seu próprio bem!

7. Acabar com a escravatura iria causar enormes derrames de sangue e outros males. Muitas pessoas nos Estados Unidos tinham para si que os donos de escravos nunca iriam permitir o fim do esclavagismo sem um confronto armado. Claro que quando a Confederação e a União iniciaram a guerra civil – esquecendo por momentos que o principal objectivo não foi o fim da escravatura mas a secessão de onze territórios no Sul – os prejuízos previstos aconteceram. E estes eventos levaram as pessoas a considerar certo o argumento que tinham dado antes da guerra (claro que ignoraram o facto de, à excepção do Haiti, a escravatura tinha sido abolida em todo o Ocidente sem qualquer tipo de violência em larga escala).

8. Sem a escravatura, os antigos escravos iriam ser possuídos por uma fúria destrutiva, roubando, matando, raptando e, de modo geral, provocando distúrbios por onde quer que passassem. A preservação da ordem social excluiria, portanto, o abolicionismo. Os habitantes dos estados do Sul viviam aterrorizados com a revolta dos escravos. Os habitantes dos estados do Norte já consideravam a sua situação intolerável, com o influxo, em meados do século 19, de irlandeses bêbados e barulhentos. Se a isto fosse adicionado uma nova massa de negros livres – de quem os irlandeses não gostavam – o resultado seria, quase certamente, o caos social.

9. As tentativas abolicionistas são práticas utópicas e sem utilidade; só uma pessoa desequilibrada é que iria defender tal futilidade. As pessoas sérias não podem perder tempo a considerar ideias tão rebuscadas.

10. Esqueçam a abolição. Uma ideia muito mais aceitável é manter os escravos bem alimentados, vestidos, abrigados e ocasionalmente entretidos, e, ao mesmo tempo, fazê-los esquecer a exploração a que são subjugados através da perseguição de uma vida melhor no Além. Afinal de contas, ninguém pode esperar justiça e igualdade na vida terrena, mas todos podemos, incluindo os escravos, aspirar a uma vida de felicidade no Paraíso.

Em algum ponto deste texto, inúmeras pessoas sentiram-se compelidas a aceitar pelo menos uma das razões para opor o fim da escravatura. Mas, em retrospectiva, todas elas parecem gastas – assemelham-se mais a racionalizações do que propriamente a uma argumentação racional.

Hoje em dia, todas estas ideias (ou similares) são avançadas por pessoas que se opõem a uma forma diferente de abolicionismo: o fim do Estado como o conhecemos hoje – monopolístico, com regras decididas unilateralmente por um grupo de pessoas armadas que exigem obediência e pagamento de impostos.

É então deixado à consideração do leitor se as razões anteriormente consideradas ganham mais força na defesa do Estado do que tinham para defender a escravatura.

Sobre este texto

Este texto é original de Robert Higgs. Foi publicado originalmente no Ludwig von Mises Institute sob o título «Ten Reasons Not to Abolish Slavery».

About the author

Robert Higgs

Robert Higgs é Senior Fellow em Economia Política no The Independent Institute e Editor do The Independent Review, a revista científica trimestral do Instituto. Obteve o seu Doutoramento em economia na Universidade Johns Hopkins e ensinou na Universidade de Washington, no Lafayette College, na Universidade de Seattle e na Universidade de Economia, em Praga. Foi académico convidado na Universidade de Oxford e na Universidade de Stanford, e foi fellow da Hoover Institution e da National Science Foundation. Recebeu numerosos prémios, incluindo o Gary Schlarbaum Award for Lifetime Defense of Liberty, o Thomas Szasz Award for Outstanding Contributions to the Cause of Civil Liberties, o Lysander Spooner Award for Advancing the Literature of Liberty, o Friedrich von Wieser Memorial Prize for Excellence in Economic Education e o Templeton Honor Rolls Award on Education in a Free Society. O Dr. Higgs é o editor dos livros do The Independent Institute «Opposing the Crusader State», «The Challenge of Liberty», «Re-Thinking Green», «Hazardous to Our Health?» e «Arms, Politics, and the Economy», bem como do volume «Emergence of the Modern Political Economy». É também o autor de «Delusions of Power», «Depression, War, and Cold War», «Neither Liberty Nor Safety», «Politická ekonomie strachu» («A Economia Politica do Medo», em Checo), «Resurgence of the Warfare State», «Against Leviathan», «The Transformation of the American Economy 1865-1914», «Competition and Coercion» e «Crisis and Leviathan». Contribuiu para numerosos volumes académicos e é autor de mais de 100 artigos e recensões em revistas científicas. Os seus populares artigos surgiram no The Wall Street Journal, no Los Angeles Times, no Providence Journal, no Chicago Tribune, no San Francisco Examiner, no San Francisco Chronicle, no Society, na Reason, na AlterNet e em muitas outras publicações e sítios Web. Surgiu já na Fox News, na NPR, na NBC, no ABC, no C-SPAN, na CBN, no CNBC, na America’s Talking Television, na Radio America Network, na Radio Free Europe, na Talk Radio Network, na Voice of America, na Newstalk TV, no programa de rádio da Organização de Historiadores Americanos e em muitas outras estações de rádio e televisão locais. Foi entrevistado para artigos no New York Times, no Washington Post, na Terra Libera, no Investor's Business Daily, no UPI, no Orlando Sentinel, no Seattle Times, no Chicago Tribune, no National Journal, na Reason, no Washington Times, no WorldNetDaily, na Folha de São Paulo, na Newsmax, no Financial Times, no Al-Ahram Weekly, no Creators Syndicate e noutros locais. O Dr. Higgs fez palestras em mais de 100 faculdades (colleges) e universidades, e em encontros de organizações profissionais tais como a Economic History Association, a Western Economic Association, a Population Association of America, a Southern Economic Association, o International Economic History Congress, a Public Choice Society, a International Studies Association, a Cliometric Society, a Allied Social Sciences Association, a American Political Science Association, a American Historical Association e outras. (Tradução da biografia em http://www.independent.org/aboutus/person_detail.asp?id=489 [2012-07-08].)

145 comments
Jornal Grande Bahia - Feira de Santana - Bahia - 2012-05-06

[…] publicado originalmente no Mises Institute sob o título “Ten Reasons Not to Abolish Slaveryhttp://mises.org.pt/posts/artigos/dez-argumentos-pela-escravatura/ também […]

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Diogo Costa - 2013-05-09

cê tá de sacanagem?

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@coutinhoandre - 2013-05-09

Como é possível alguém com ilibado saber, vomitar um texto pavoroso como esse? Em que século o autor pensa que estamos?

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Bruno - 2013-05-09

Eu acho que vocês não leram o texto até o fim. Leiam…especialmente os dois últimos parágrafos.

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Alexandre - 2013-05-09

Pra vocês que não entenderam: o autor enumera diversos argumentos que foram usados para defender a escravidão para compará-los com argumentos que HOJE são usados para defender o Estado. Ele não está, em nenhum momento, advogado o retorno da escravidão mas sim o fim do Estado.

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Diogo Costa - 2013-05-09

um texto que precise de terceiros para contextualiza-lo usando esse tipo de chamada, falhou miseravelmente em sua função…

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    Alexandre - 2013-05-09

    Na verdade, Diogo, quem falhou foi você na condição de leitor. Sinto muito, o texto é bem claro.

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      Diogo Costa - 2013-05-09

      Perae. Primeiro o texto começa com uma chamada bastante sensacionalista e não se esclarece nem se contextualiza historicamente na introdução. Ele continua se encaminhando para o que se propõe na chamada, contraditoriamente se auto afirmando através da própria crítica à falácia do argumento à antiguidade, para só no final introduzir uma vaga analogia com uma apologia à abolição do estado, lavando as mãos para a responsabilidade de concluir com o que se propôs de antemão..

      Se fosse um filme, por que seria um texto duramente criticado?
      a) era tudo um sonho…
      2) era tudo um mistério.
      ɣ) era tudo uma conspiração alienígena secreta do governo.
      – . .) era tudo o destino escrito por deus.
      V) no fim eles estavam mortos desde o começo..
      (y) era tudo isso junto. E o herói termina, caminhando em câmera lenta, carregando e beijando a mocinha, enquanto o vilão explode ao fundo…

      Deculpaê: ou o texto foi mal escrito, mal traduzido ou mau intencionado… esse filme aí, crítico nenhum salva…

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        Marcus Vinicius Alves - 2013-05-09

        Filmes e textos são coisas diferentes. Um texto não se propõe a seguir uma lógica cinematográfica e seu argumento peca nessa comparação.

        De qualquer forma, jogando o seu jogo, se esse texto fosse um filme e houvesse uma boa reviravolta – como aconteceu nesse texto em minha opinião – ele seria um sucesso. Nem toda reviravolta em filme precisa ser de blockbuster (como as que você listou).

        Esse texto não é um blockbuster e, como os fãs de filme fáceis quando veem algo mais complexo, os argumentos contra ele estão bem superficiais.

        Reply
          Diogo Costa - 2013-05-09

          Concordo: blockbusters provavelmente entregam ao público o que eles querem ver.
          Quando isso não acontece, o público se incomoda e isso se torna o catalizador para a auto análise sobre o possível incômodo.
          Cinema e textos são linguagens diferentes sim, mas se assemelham como produtos de manifestação de expressão estética, sobre um determinado conjunto de pontos de vista: arte.

          Mas veja por esse ponto: se o paradigma hoje é justamente a reviravolta sensacional mind-blowing – e se essa for a premissa final do texto – ainda assim não acredito que ele se cumpre nesse caso.

          Veja bem. O processo artístico não é uma via de mão única.
          Podemos deduzir uma crítica à redução da figura feminina, como sintoma do processo de descarte ideológico de consumo predatório contemporâneo, através da obra de Britney Spears por exemplo.
          Essa foi a intenção dela? Esse foi o fim a que ela se propôs? Andy Warhol conseguiu fazer isso e ainda se mantêm relevante. Seu porquê é claro.

          Britney Spears, Andy Warhol, Michael Bay, Romero Brito, Dostoivévsky e Lars Von Trier são arte? Claro. Todos formalizam suas subjetividades em suas respectivas linguagens. Eles são produtos de seus tempos e não poderia ser diferente.
          O que os diferencia é justamente na forma, substância e sintaxe. É na disposição sistêmica, na inter-relação desses elementos e sua localização temporal que os diferencia entre si.

          A minha crítica ao texto é exatamente nessa disposição: expõe tão abertamente as falácias sobre o escravismo em seu contexto histórico, para justificar um novo argumento. Através dessas próprias falácias, sem sua devida contextualização, se transforma milagrosamente em um argumento sobre a abolição do estado – mal explorado, resumido em dois pequenos parágrafos, diga-se de passagem.
          Ainda entrega ao leitor a responsabilidade de ligar os pontos e questionar-se moralmente, não sobre seu escopo, mas ao novo questionamento sem finalizar o argumento anterior. Tarefa essa, que me parece muito bem exercitada nesse debate..

          Enfim, deus ex machina.

          Para finalizar a analogia sobre o cinema, parafraseio o Zizek : " o cinema é a grande arte perversa. Ele não nos entrega o que desejamos. Ele nos diz como desejar".

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          Dareon - 2013-05-10

          Concordo com o Diogo, tudo isso que ele apontou é arte, pouco importam outras definiçoes de arte! a de que a arte é o belo e tal, isso é balela. Arte é o que formaliza a subjetividade numa respectiva linguagem. Que nem aqui em casa eu acabei de fazer cocô que representa a arte máxima, pois expressa toda a subjetividade do meu ser, as minhas preferências, como o q eu gosto de comer e etc. E vou dar o meu excremento para o Diogo, pois só ele saberá comprender o valor desta verdadeira obra de arte! Realmente uma explanação surprendente Diogo Costa., por favor me passe seu endereço para que eu envie a minha arte para vc se esbaldar nela. Só uma crítica pega leve né, citar Zizek… um cara que nao consegue nem compreender o filme do Batmam, pô cita um cara melhorzinho, ou por acaso vc citou só pra ficar num tom mais irônico?! Olha passa logo seu endereço antes que a obra va pro ralo, beleza?

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          Diogo Costa - 2013-05-10

          http://i.minus.com/i4RUQBWVZUH2O.gif

          OH MEU deus!! Fujão para as colinas!! É o terrível ADHOMINEMZILLA! Cuidado com seu terrível raio de auto anulação cerebral de ideias coerentes e seu ignóbil bafo retórico de destruição de dialética científica!!! Vamos todos concordar com tudo o que ele diz e aplaudir seu esforço para complementar o debate com seus incríveis ataques pessoais antes que ele chore por não conseguir articular um argumento impessoal ou demonstrar um mínimo de postura crítica em debates!!
          OLHEM! Ele está para se transformar no terrível SUPER ALBORGHETTIJIN!! Que deus tenha piedade de nossas almas e nos proteja de sua implacável ira virtual!!!

          #sóquenão…

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          Dareon - 2013-05-10

          não sei o que vc tá reclamando, agora já foi pro ralo demorô pra responder… Óóóóó tadinho dele gente , que lindinho quer argumentos o nenezinho quer? quer?sahuhsuauha. Chora não cara, se vc quiser posso tentar fazer outra obra, claro que nunca será igual a que foi pelo ralo…Argumentar contra uma anta aí vc já tá exigindo d+ né, pô vou perder meu tempo argumentando com um cara que não conhece nenhum autor conservador e que de esquerda cita zizek, puta merda viu! se deve achar qu eu tenho tempo sobrando neh?, quando eu era de esquerda eu lia Adorno, Marcuse, Gramsci, Marx, mas zizek aí já é esculhambar d+, cara fica triste não, só to relembrando meus tempos de esquerda…me diverti bastante…argumentar… vc realmente deve tá acreditando q oq está fazendo é um debate…

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    Vítor - 2013-05-09

    Ou você é muito ignorante e incapaz de interpretar um texto. Mas ainda acho que você nem o leu, criticou apenas baseado no título.

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      Diogo Costa - 2013-05-09

      Maravilhoso exemplo de um belíssimo argumentum ad hominem.
      Tecnicamente conhecido na congregação científica como "vocêébobãoburroefeioAbolaéminhaevouparacasa".

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    madson - 2013-05-09

    perfeita observação!

    Reply
madson - 2013-05-09

concordo plenamente c o diogo, ateh pq soh quem bem interpretou tão bem o texto teria tal capacidade d síntese!!!!

Reply
Marcus - 2013-05-09

faltando um pouco de Aristóteles pra galera conseguir interpretar o texto.
"It is the mark of an educated mind to be able to entertain a thought without accepting it."
se você já começa lendo com um viés, não vai conseguir entender mesmo.

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    Dareon - 2013-05-09

    Marcus, o problema é o seguinte: imagine alguém que chegue até este texto através da chamada do título, uma pessoa que nunca tenha lido o mises e não conheça as ideias libertárias, que tenha sido doutrinada durante toda vida na escola no sentido em que o estado é Deus e que o capitalismo é o diabo, agora imagine ainda que a pessoa que chegue até este texto também tenha sido doutrinada a acreditar — pela escola — que os males que ela enfrenta é por causa de imperialismos etc, uma pessoa do Brasil que chega num site português que no título mostra "Dez argumentos pela escravatura" e que em todo o seu desenvolvimento mostre argumentos que foram utilizados para defender a escravatura e só no final do texto faz uma relação entre argumentos para defender escravatura e estado, eu entendi o objetivo do autor: era chocar pra no final mostrar que uma coisa que era tida como normal hoje é vista como absurdo — escravatura –, do mesmo modo este raciocínio pode ser levado para o estado e blá-blá-blá. Agora me responda seriamente, alguém que compactua com as ideias libertárias já não tem esse espiríto dentro de si? além disso alguém que não as conheça –ideias austríacas — e que chegue nesse link, já com toda a doutrinação que recebeu vai sentir uma repugnância enorme na leitura do texto e provavével que não leia até o final, e mesmo se o fizer as emoções que foram liberadas durante toda a leitura do texto vão impedi-lá de entender o texto.Enfatizar aqui que não estou falando de esquerdistas –estes vão sempre distorcer o que está escrito seja por desonestidade, seja por burrice –, estou falando de pessoas "neutras" que foram doutrinadas a sua vida inteira pela escola que uma vez lido este texto já potenciarão ainda mais a repugnância pelas ideias austriacas. Destacar também que estou falando sobre uma perspectiva brasileira. Acredito que dentro do contexto brasileiro, não conheço o contexto português, seria mais efetivo que já no título ou o começo do texto tivesse uma explicação mais clara…talvez este texto tenha muitos leitores braileiros, pois o texto já está sendo utilizado por alguns sites esquerdistas brasileiros…eu cheguei aqui através de 1…

    Reply
      Julieverson Carvalho - 2013-05-09

      você considera a possibilidade de existirem pessoas "neutras"?

      Ora, o discurso é poder e produz verdades, a neutralidade por si só é uma falácia. Ainda que seja desejável, sob o ponto de vista científico, a neutralidade, tenhamos em mente que a própria ciência é um instrumento a favor do homem e que este pode manipulá-la, distorcê-la de distintas formas. Por longas décadas a ciência e a tenologia se desenvolveram indiscriminadamente, até chegarmos a ocasiões catastróficas onde a ciência ( que deveria existir em prol do bem-estar social, se converte em uma arma letal voltada contra a humanidade – vide bombas atômicas e também a distorção que fizeram com a teoria evolucionista de Darwin pelo positivismo no século XIX – com o seu darwinismo social e determinismos cultural e geográficos)

      Volto à pergunta: você acredita mesmo na possibilidade de uma "neutralidade" ( ainda que ele venha com aspas). Você, ao afirmar isto, não estaria também se posicionando?

      Reply
        Dareon - 2013-05-09

        Julieverson,

        Repondendo à tua pergunta: não, eu não acredito nesta neutralidade na qual você aponta, seja ela aspeada ou não. Porém este não é o escopo do termo neutro ou neutras utilizado por mim, você apenas pegou o sentido literal da palavra e não se ateve no sentido que empreguei a mesma.

        Lendo o meu texto : "estou falando de pessoas "neutras" que foram doutrinadas a sua vida inteira pela escola que uma vez lido este texto já potenciarão ainda mais a repugnância pelas ideias austriacas." Sei que não é correto empregar aspas pra digamos mudar um determinado sentido da palavra, mas utilizei este recurso pra abreviar explicações, da qual pelo visto não fui eficaz. Utilizei o termo neutro pra designar as pessoas que não tendo consciência política direita e esquerda, receberam a vida inteira uma eduação esquerdista como se esta fosse a verdade, muitos destes é claro ainda assim terão valores conservadores ou de direita, porém não terão um respaldo teórico pra suas ideias e acabarão se enveredando por discursos esquerdistas, por falta de um discurso direitista, enfim cara, a sua resposta já confirma o que eu apregoei no texto anterior — aliás obrigado por servir de exemplo –, se você que obviamente é a favor das ideias austríacas , ao ler meu texto já focalizou na questão do termo "neutras" sem levar em consideração toda a explanação após o termo, ou seja, se deixou levar pela emoção ao ver só uma crítica ao texto ao qual você concorda, crítica esta construtiva, como vc acredita que uma pessoa — se me permite mais uma vez — "NEUTRA" ( "NO SENTIDO QUE FORAM DOUTRINADAS A SUA VIDA INTEIRA PELA ESCOLA") vão reagir a leitura deste texto? Não precisa responder, vc ja respondeu com sua resposta anterior …

        Reply
          Julieverson Carvalho - 2013-05-09

          "Mas não existe uma ligação direta entre o conhecimento como mera posse de informações eruditas e o senso ético. Vemos intelectuais fascistas agindo em diversos países mascarando pela pompa aristocrática do “conservadorismo”, o que muitas vezes não passa de ódio ao outro". Marcia Tuburi e o Fascismo Potencial.

          sem mais…

          Reply
          Diogo Costa - 2013-05-09

          Na mosca!

          Reply
          Dareon - 2013-05-09

          "Todo esquerdista é burro — sei que é pleonasmo –, prepotente, sempre lê o quer e nunca o que está escrito, tem dificuldades em contra-argumentar e foge do debate direto, quando o adversário faz o mesmo em resposta prontamente se faz de vítima e pede mamadeira". Dareon e o debate com um esquerdista desonesto.

          Com mais…

          Reply
          Diogo Costa - 2013-05-10

          100% de todas as generalizações são mentira.

          Reply
          Dareon - 2013-05-10

          Bem isso é uma generelização, então não sei pra que vc escreveu isso, a já entendi!, como vc sabe que todas as genrelizações são mentiras, fez questão de na prática confirmar o que generalizei, muito grato!

          Reply
          Diogo Costa - 2013-05-10

          disponha

          Reply
          Julieverson Carvalho - 2013-05-10

          Dareon

          Certa vez aprendi na universidade que, se o fascismo é invisível para nós, então ele é um assassino verdadeiramente silencioso…

          É curioso, para não dizer mais, o fato de você manifestar (e afirmar), outra vez mais, sua suposta superioridade em relação a minha opinião. Em seu comentário anterior, o teor das palavras que escolhe para contra-argumentar soam, no minimo, prepotente – algo que, ironicamente, você critica em mim. Não à toa você encerra o mesmo no tom de " ganhei a disputa". Ora, não sabia que debater idéias implica, necessariamente, em que haja "vencedores" e "perdedores" . Me desculpe, não foi isso aprendi até aqui.

          Suas palavras, por si só, revelam atitudes assumidamente fascistas. Por acaso existe uma única verdade estabelecida?

          Em minha humilde concepção, quem possui respostas prontas são Igrejas ( em suas diversas formas e conteúdos).

          Definitivamente, não estou aqui para discutir de que lado está a "verdade".

          De resto, deixo em aberto a questão: quem é mesmo o prepotente que se coloca na posição de superioridade ao tecer adjetivos e expressões de desqualificação ao outro por pensa e expressar opiniões divergente?

          Reply
          julieverson - 2013-05-11

          bem, eu tive um comentário meu sensurado.

          é isso mesmo, não é moderadores?

          hum…. que coisa!
          e olha que eu não ofendi ou desrespeitei ninguem!!!
          enfim…

          Reply
          Diogo Costa - 2013-05-11

          qual comentário?

          Reply
          julieverson - 2013-05-11

          Bom Diogo, eu havia respondido a provocação de Dareon, em que afirma: "todo esquerdista é burro — sei que é pleonasmo –, prepotente, sempre lê o quer e nunca o que está escrito, tem dificuldades em contra-argumentar e foge do debate direto, quando o adversário faz o mesmo em resposta prontamente se faz de vítima e pede mamadeira"…

          Entretanto, me soa minimamente curioso ( para não dizer mais), que meu comentário tenha desaparecido! Mesmo porque, como ressaltei, não fiz qualquer ataque pessoal ou utilizei de ironias ( tal como as contidas no comentário acima!)

          Enfim, um blog que não considera a liberdade de expressão e de opinião, não vale a pena ser lido e acompanhado…

          Reply
          Diogo Costa - 2013-05-12

          Que estranho. Pode ter sido erro de sistema também. Posta de novo, se acontecer o mesmo, aí podemos concluir o pior…

          Reply
          Julieverson Carvalho - 2013-06-02

          Oi Diogo. O comentário que julguei (equivocadamente) ter sido deletado foi publicado. É o que segue logo abaixo.

          abraços.

          Reply
Julieverson Carvalho - 2013-05-09

Para além dos erros (gravíssimos)de generalização percebe-se, a partir do texto, que o autor desconhece os estudos antropológicos e históricos recentes (ou, claro, simplesmente os desconsidera levando em conta os objetivos perversos de tal artigo)

Não consigo! Me custa compreender, menos ainda aceitar tal analogia proposta pelo autor!
Ao utiliza os argumentos da abolição como forma de comparar aqueles que lutam pelo fim do Estado o autor age como se estivesse distorcendo uma teoria, aplicando-a em qualquer contexto ou situação!!!
Me causa medo exatamente esta atitude. Alguém que possua tal conhecimento , uma ferramenta fortíssima, e o manuseie de maneira indiscriminada, torna-se uma pessoa perigosíssima!

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    Diogo Costa - 2013-05-09

    Exatamente. É o mal-estar que tentei expressar em minha crítica: o argumento do texto me parece tão desonesto quanto usar a vítima como principal culpada de sua violação – aliás, como foi literalmente usado no texto " os escravos são protegidos por seus donos, de violências maiores contra si mesmos". Os fins se justificando pelos meios.

    Compreendo sim a analogia com o papel do Estado. Seria um ponto de vista aceitável se essa fosse a premissa da introdução do texto e não sua conclusão. Utiliza claramente de uma polêmica para chamar atenção a uma premissa que tende a amenizar o escopo. Me pareceu um silogismo barato: estado é controle. Escravismo é controle. Logo o estado é escravista…

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      Julieverson Carvalho - 2013-05-10

      Sim. Sem contar que o texto desconsidera a própria construção da escravidão ( que não é, de forma alguma, expressada de igual maneira entre a sociedade ocidental moderna e Grécia antiga – para não dizer ainda acerca da compreensão hierárquica da sociedade ocidental moderna em relação à dominação de outros povos e nações – vide o processo de colonização da América)

      Não é possível pensar que a escravidão dos negros ocorrida entre os séculos XVII e XIX na Europa Ocidental seja da mesma forma que a escravidão na Grécia antiga. Os pressupostos, as justificativas não são as mesmas, em absoluto. O advento do sistema capitalista trouxe um novo conceito de escravidão ( exploração humana que obteve, inclusive, legitimação científica)

      Da mesma forma, o próprio não possui uma única definição. há, inclusive estudiosos que afirmam o surgimento do Estado, sobretudo a partir do processo ápice de transição do feudalismo para o capitalismo ( a partir do século século XIII, sobretudo).

      Também compreendo a analogia, entretanto, ela se torna desastrosa na medida em que simplesmente desconsidera aspectos históricos fundamentais, inaceitáveis sob o ponto de vista cienfítico, para uma análise com um propósito tão complexo.

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        Julieverson Carvalho - 2013-05-10

        correção:

        o próprio Estado*

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Jac - 2013-05-09

O problema não é só a abolição do Estado, mas a abolição dos mecanismos que permitem qualquer forma de submissão de um homem ao outro. O que Von Mises e outros falham em perceber ou ir além, é que o mercado e as formas de produção atuais são outra maneira sutil e subjacente de escravizar e submeter. Faz da convivência e da cooperação essencial à vida humana e á uma sociedade que permite igualdade, uma competição onde pessoas possuem vantagens hereditárias, geográficas e os do topo concentram todos os recursos. Também falha em perceber o monopólio midiático. Estas concentrações obviamente geram desigualdades e o mindset do economista moderno sofre desta influência neoliberal, onde a não influência do Estado é a solução para todos os problemas; Para alguns sim, mas não a todos.

Duvidam ? Olhem para os EUA, dos quais os bancos desde 2008 sugam recursos da Reserva Federal. O que seria do mercado mundial solitário sem o auxílio do contribuinte público ? Ou da fé que há sobre o dinheiro que não mais possui mais lastro ? Por que o povo americano pede por Health Care e não aquele Medicare ridículo, terceirizado como aqui no Brasil ?

Qualquer forma de organização social vai requerir um centro/órgão administrativo. Largar o mundo como é hoje nas mãos dos especuladores e investidores é a solução ?

Não adianta sobrepor um texto que ironiza algo que é consenso geral de grande parte do planeta à sua ideologia para conferir um status de obviedade.

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    Julieverson Carvalho - 2013-05-10

    concordo!

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Julieverson Carvalho - 2013-05-10

Para além dos erros (gravíssimos)de generalização percebe-se, a partir do texto, que o autor desconhece os estudos antropológicos e históricos recentes (ou, claro, simplesmente os desconsidera levando em conta os objetivos perversos de tal artigo)

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Douglas Belchior - 2013-05-18

Não quero encontrar esse sujeito. Eu seria preso.

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