Dependentes dos ricos

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(Gainsbourg está a assassinar os pobres segundo a lógica estatista!!!)

 

 

É comum os defensores da violência legal – aka Estado – dizerem que é necessário haver impostos para pagar a todas e todos um vasto conjunto de prestações absolutamente necessárias segundo eles.

 

Caso contrário, segundo eles, os mais carenciados não conseguiriam aceder a estas prestações absolutamente necessárias.

 

Ora actualmente cerca de 80% dos impostos portugueses, e não só – especialmente os directos – são pagos por cerca 10% da população. Ou seja, 10% da população não só consegue pagar estas prestações absolutamente necessárias para ela própria como para os 90% restantes, basicamente.

 

O que eu vejo é que o que nos vale é haver este 10% de super ricos, caso contrário seriamos todos uns desgraçados. Temos então, seguindo a lógica dos adoradores da coação institucionalizada, de tratar muito bem estes generosos homens e mulheres. Logo ter ódio aos ricos é ter ódio aos pobres, na continuidade do pensamento coercivo.

 

No entanto, como eles próprios o reconhecem, o dinheiro sacado pela Igreja dos 6 meses até à libertação fiscal não serve só para pagar as necessidades imprescindíveis. Serve também para pagar a mais vasta gama de coisas inúteis, e muitas de essas coisas inúteis vão aos tais super ricos sem quem seriamos todos uns pobrezitos expulsos do Éden.

 

Solução segundo os agradecidos da Corte: gastar melhor o que retiramos aos super capitalistas. Mas se não gastarmos nesses tais seres sobrenaturais, não haverá risco de faltar dinheiro para o mínimo vital? Mas o dinheiro também não é extensível até ao infinito logo não podemos gastar muito com eles?

 

 

Obviamente para mim a afirmação inicial de que é preciso haver um Estado coercivo para ajudar os pobres é falsa. E uma das provas de isso está precisamente na contradição inerente ao raciocínio estatista que apresentei acima.

 

No entanto alguns sempre contraporão que basta introduzir mecanismos que assegurem um equilíbrio entre a liberdade de usufruir da sua fortuna e a solidariedade, forçada no caso deles.

 

Ora a solução para tal tem um nome: liberalismo. O liberalismo ao defender o “mercado”, o único “actor” capaz de alocar de forma mais eficiente e eficaz possível os recursos consegue realizar este compromisso fundamental.

 

E mesmo que decidamos manter o Estado, este deverá passar a ser financiado de forma voluntária – como qualquer actor do mercado livre – a fim de garantir o equilíbrio contribuição-solidariedade.

 

As restantes soluções, mais democracia directa, mais controles etc. não são nada mais que clientelismos sem o nome, que terão por única consequência desperdícios e desigualdades de rendimentos organizadas. A única diferença será que os sistemas mais liberais serão menos injustos e ineficazes.

 

Ora eu não me satisfaço com soluções menos piores, ao leitor cabe tirar as suas conclusões.

 

About the author

André Pereira Gonçalves

Colaborador do Instituto Ludwig von Mises Portugal, estudante em Direito na Universidade de Friburgo (Suíça), anarco-capitalista jusnaturalista.