Porque ser um Libertário?

Pelos 90 anos do nascimento de Murray N. Rothbard (Março 1926 – 1995):

É nossa opinião que o desenvolvimento de um movimento libertário e uma dedicação vitalícia à liberdade só podem ser baseados numa paixão pela Justiça.

Aqui deve estar o motor da nossa motivação, a armadura que nos defenderá de todas as tempestades futuras, não a busca por dinheiro fácil, por um passatempo intelectual ou o frio cálculo de ganhos económicos.

E, para ter uma paixão pela justiça, um indivíduo deve possuir uma teoria do que justiça e injustiça são – resumindo, um conjunto de princípios éticos de justiça e injustiça que não podem ser derivados do utilitarismo económico. É porque vemos o mundo transbordar de injustiças sobrepostas umas nas outras que somos impelidos a fazer tudo o que podemos para alcançar um mundo no qual estas e outras injustiças serão erradicadas.

Outros objectivos radicais tradicionais – como a “abolição da pobreza” — são, em contraste com este, verdadeiramente utópicos, pois o homem não pode abolir a pobreza simplesmente através de sua vontade.

A pobreza só pode ser abolida através da execução de certos factores económicos — nomeadamente o investimento da poupança em capital — que só pode ocorrer pela transformação da natureza por um longo período de tempo.

Em suma, a vontade humana é aqui severamente limitada pelo funcionamento da — para usar um termo fora de moda, porém ainda válido — lei natural.

Mas as injustiças são acções que são infligidas por um grupo de homens sobre outro; são precisamente acções de homens, cuja eliminação, portanto, está sujeita à instantânea vontade do Homem.

EGALITARIANISM AS A REVOLT AGAINST NATURE AND OTHER ESSAYS (pp 241) – MURRAY N. ROTHBARD, 1974

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Carlos Novais

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