A minoria é melhor que a maioria

Categorias: Capitalismo, Comércio, Democracia, Filosofia, História, Literatura, Política e Socialismo.
Sections: Artigos.

O termo aristocracia vem do grego e a grosso modo significa o governo dos virtuosos. Em grego antigo arete (força ou virtude) e cratos (governo). Se entendermos a palavra arete no seu sentido mais pleno, significa aquele que tem força interior, aquele que possui carácter. Aristocratas são aqueles que se destacam entre os demais em determinada cidade ou grupo. É claro que o termo também foi utilizado para se referir a regentes, dinastias ou qualquer um que tivesse poder, fosse ele económico ou político. A filosofia desde cedo criticou esse uso, apesar de também reconhecer que a linhagem de nascimento, Ler mais

Quis custodiet ipsos custodes?

Categorias: Anarco-capitalismo e Filosofia.
Sections: Artigos.

Mais um texto de Jóni Coelho, a tratar do seu doutoramento, e que o tem levado a investigar sobre uma linha da frente da filosofia política: “Os serviços privados de segurança: uma abordagem rothbardiana“. Deixo uma pequena citação, a bibliografia (útil para quem quiser entrar no tema) e as notas (sou fã de ler as notas), estando o texto completo aqui (pdf): “Introdução Este artigo é sobre Filosofia Política, tendo como objetivo apresentar o Anarco-capitalismo, especialmente como seria a defesa do livre mercado, sem a existência do Estado. Na 1ª parte defino o Estado em Hans Kelsen, Miguel Reale e Thomas Hobbes, na 2ª Ler mais

Em defesa da tradição liberal clássica (em resposta a um texto de Huerta de Soto)

Categorias: Filosofia, Governo, História e Liberalismo clássico.

Sections: Artigos.

São inúmeros os problemas da argumentação de Huerta de Soto sobre o liberalismo clássico, apresentada no texto publicado no site do Instituto Mises – Portugal, sendo de lamentar que para afirmar uma das correntes contemporâneas da Escola Austríaca, porventura, actualmente a mais mediática, se tenha de pôr em causa o liberalismo clássico oitocentista, certamente o único momento histórico em que as ideias liberais foram predominantes e muito bem sucedidas no mundo ocidental. Passo a expor alguns desses equívocos. Em primeiro lugar, a falta de enquadramento histórico. Na verdade, quando se diz que o principal erro do liberalismo clássico está em Ler mais

Do “direito” à difamação, à sua punição: a separação entre a Ética e a Moral

Categorias: Filosofia, Lei, Liberalismo e Liberdade.
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Na longa caminhada de coexistência humana, diferentes visões políticas-ideológicas-filosóficas podem, como exercício de sistematização, reduzir-se a como encaram a separação da Ética da Moral, se alguma. Pessoalmente, distingo assim: Ética (no sentido de Lei): O que se pode “fazer/não fazer” independentemente das considerações sobre dever “não fazer/fazer”. A violação de princípios éticos do que se pode “fazer/não fazer” justifica o uso da violência legal. Se existe alguma justificação para a mediação de um agente que actua com o monopólio territorial da violência (Estado) é o do exercício desta violência protectiva. Moral: O que se deve “fazer /não fazer” apesar de se Ler mais

Escola austríaca: valor subjectivo e preços

Categorias: Economia e Filosofia.
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Transcrevo aqui um bom post-resumo, curiosamente por um blogger lendário, defensor do Keynesianismo – o “Lord Keynes” – mas uma grande fonte de discussão e referências estruturadas. Neste caso, até só teve mesmo a intenção de organizar o seu conhecimento para posterior crítica (e pode-se encontrar muita). O assunto é mais crucial do que parece, baseado nesta acepção da valorização subjectiva e mera possibilidade de ordenação de preferências, fica descartada utilização de matemática cardinal (escalas, etc) que não para estudos práticos e aplicados, mas não para chegar a conclusões universais (do género cardinal) no âmbito da acção humana. What is the Austrian view of Ler mais

Liberalismo e Socialismo – uma visão a partir do séc. XXI

Categorias: Comunismo, Economia, Filosofia, Liberalismo e Liberalismo clássico.
Sections: Blog.

O século XX revelou-se o apogeu do estatismo moderno, onde muitos países civilizados da europa (inclusivamente Portugal) e do mundo se transformaram em ditaduras ignóbeis. As mais abjetas destas ditaduras foram inspiradas pelo Socialismo – na sua vertente comunista, como foi o caso da União Soviética e da China e na sua vertente nacionalista como foi o caso da Alemanha de Hitler (convém relembrar que Nazi é o acrónimo de Nationalsozialismus, e a designação completa do partido nazi, que vingou na Alemanha entre 1920 e 1945, é “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”). Estas ditaduras socialistas tiveram como inspiração certos Ler mais

A Demonstração A Priori Do Direito de Propriedade

Categorias: Filosofia, Propriedade e Traduções.
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Nota introdutória: A primeira grande questão na filosofia do direito é se este é um edifício normativo declarativo por alguma forma de determinação de vontade geral ou se as normas gerais do direito são naturais no sentido de universalmente reconhecíveis e não sujeitas a preferências subjectivas. Para a esfera do confronto com o estatismo colectivista, só esta última hipótese me parece possível sob o risco da anulação da autonomia da pessoa, digno de seguir o seu caminho escolhendo os seus próprios fins subjectivos, sem a ameaça de violência institucional ou não, assim respeite normas éticas universais de interacção social, passíveis de serem descobertas e entendidas pela Ler mais

Crítica de Rothbard ao Estado

Categorias: Anarco-capitalismo, Filosofia e Libertarianismo.
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Por Jóni Coelho, apresentado em Conferência no Congresso de Filosofia em Lisboa. Rothbard – Enquadramento Histórico Murray Newton Rothbard nasceu nos Estados Unidos da América, mais especificamente na cidade de Nova Iorque, a 2 de março de 1926 e falece a 7 de janeiro de 1995. Rothbard estudou na Universidade de Columbia onde se tornou bacharel em Matemática e em Economia no ano de 1945. Em 1956 doutorou-se em Filosofia e em Economia. No ano de 1962 escreveu a obra “Man, Economy and State” uma das grandes obras da escola Austríaca de Economia (esta escola trata-se de uma tradição que foi Ler mais

Crítica de Mises ao Sindicalismo

Categorias: Filosofia, Propriedade e Socialismo.

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Excerto do livro Socialism, de Ludwig von Mises Enquanto táctica política, o sindicalismo representa um método particular de ataque do trabalho organizado para a obtenção dos seus objectivos políticos. Este objectivo pode ser o estabelecimento do verdadeiro Socialismo, isto é, a socialização dos meios de produção. Mas o termo “Sindicalismo” é também usado num segundo sentido, em que significa um fim sociopolítico de um carácter especial. Neste sentido, o Sindicalismo deve ser entendido como um movimento cujo objectivo é trazer um estado de sociedade em que os trabalhadores são os proprietários dos meios de produção. Preocupámo-nos aqui com o Sindicalismo Ler mais

O desmantelamento do Estado e a Democracia Directa, Jesús Huerta de Soto

Categorias: Filosofia, Política, Relações Internacionais e Traduções.
Sections: Artigos.

Tradução do ensaio “El desmantelamiento del Estado y la Democracia Directa”, Jesús Huerta de Soto, “Nuevos Estudios de Economía Política”, 2ª edición, UNIÓN EDITORIAL Tradução de Jóni Coelho. Nutre interesse pelo pensamento político e económico de Murray N. Rothbard, na qual elabora uma tese de doutoramento sobre a sua teoria do anarco-capitalismo. Revisão: Carlos Novais. O desmantelamento do Estado e a Democracia Directa[1] I – Introdução Em termos gerais, tenho de manifestar a minha simpatia com o desejo manifestado pelo professor Bruno Frey para estender, na maior medida possível, a democracia directa via referendos, seguindo o modelo do sistema político Ler mais