Quis custodiet ipsos custodes?

Categorias: Anarco-capitalismo e Filosofia.
Sections: Artigos.

Mais um texto de Jóni Coelho, a tratar do seu doutoramento, e que o tem levado a investigar sobre uma linha da frente da filosofia política: “Os serviços privados de segurança: uma abordagem rothbardiana“. Deixo uma pequena citação, a bibliografia (útil para quem quiser entrar no tema) e as notas (sou fã de ler as notas), estando o texto completo aqui (pdf): “Introdução Este artigo é sobre Filosofia Política, tendo como objetivo apresentar o Anarco-capitalismo, especialmente como seria a defesa do livre mercado, sem a existência do Estado. Na 1ª parte defino o Estado em Hans Kelsen, Miguel Reale e Thomas Hobbes, na 2ª Ler mais

Em defesa da tradição liberal clássica (em resposta a um texto de Huerta de Soto)

Categorias: Filosofia, Governo, História e Liberalismo clássico.

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São inúmeros os problemas da argumentação de Huerta de Soto sobre o liberalismo clássico, apresentada no texto publicado no site do Instituto Mises – Portugal, sendo de lamentar que para afirmar uma das correntes contemporâneas da Escola Austríaca, porventura, actualmente a mais mediática, se tenha de pôr em causa o liberalismo clássico oitocentista, certamente o único momento histórico em que as ideias liberais foram predominantes e muito bem sucedidas no mundo ocidental. Passo a expor alguns desses equívocos. Em primeiro lugar, a falta de enquadramento histórico. Na verdade, quando se diz que o principal erro do liberalismo clássico está em Ler mais

Do “direito” à difamação, à sua punição: a separação entre a Ética e a Moral

Categorias: Filosofia, Lei, Liberalismo e Liberdade.
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Na longa caminhada de coexistência humana, diferentes visões políticas-ideológicas-filosóficas podem, como exercício de sistematização, reduzir-se a como encaram a separação da Ética da Moral, se alguma. Pessoalmente, distingo assim: Ética (no sentido de Lei): O que se pode “fazer/não fazer” independentemente das considerações sobre dever “não fazer/fazer”. A violação de princípios éticos do que se pode “fazer/não fazer” justifica o uso da violência legal. Se existe alguma justificação para a mediação de um agente que actua com o monopólio territorial da violência (Estado) é o do exercício desta violência protectiva. Moral: O que se deve “fazer /não fazer” apesar de se Ler mais

Escola austríaca: valor subjectivo e preços

Categorias: Economia e Filosofia.
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Transcrevo aqui um bom post-resumo, curiosamente por um blogger lendário, defensor do Keynesianismo – o “Lord Keynes” – mas uma grande fonte de discussão e referências estruturadas. Neste caso, até só teve mesmo a intenção de organizar o seu conhecimento para posterior crítica (e pode-se encontrar muita). O assunto é mais crucial do que parece, baseado nesta acepção da valorização subjectiva e mera possibilidade de ordenação de preferências, fica descartada utilização de matemática cardinal (escalas, etc) que não para estudos práticos e aplicados, mas não para chegar a conclusões universais (do género cardinal) no âmbito da acção humana. What is the Austrian view of Ler mais

Liberalismo e Socialismo – uma visão a partir do séc. XXI

Categorias: Comunismo, Economia, Filosofia, Liberalismo e Liberalismo clássico.
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O século XX revelou-se o apogeu do estatismo moderno, onde muitos países civilizados da europa (inclusivamente Portugal) e do mundo se transformaram em ditaduras ignóbeis. As mais abjetas destas ditaduras foram inspiradas pelo Socialismo – na sua vertente comunista, como foi o caso da União Soviética e da China e na sua vertente nacionalista como foi o caso da Alemanha de Hitler (convém relembrar que Nazi é o acrónimo de Nationalsozialismus, e a designação completa do partido nazi, que vingou na Alemanha entre 1920 e 1945, é “Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães”). Estas ditaduras socialistas tiveram como inspiração certos Ler mais

A Demonstração A Priori Do Direito de Propriedade

Categorias: Filosofia, Propriedade e Traduções.
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Nota introdutória: A primeira grande questão na filosofia do direito é se este é um edifício normativo declarativo por alguma forma de determinação de vontade geral ou se as normas gerais do direito são naturais no sentido de universalmente reconhecíveis e não sujeitas a preferências subjectivas. Para a esfera do confronto com o estatismo colectivista, só esta última hipótese me parece possível sob o risco da anulação da autonomia da pessoa, digno de seguir o seu caminho escolhendo os seus próprios fins subjectivos, sem a ameaça de violência institucional ou não, assim respeite normas éticas universais de interacção social, passíveis de serem descobertas e entendidas pela Ler mais

Crítica de Rothbard ao Estado

Categorias: Anarco-capitalismo, Filosofia e Libertarianismo.
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Por Jóni Coelho, apresentado em Conferência no Congresso de Filosofia em Lisboa. Rothbard – Enquadramento Histórico Murray Newton Rothbard nasceu nos Estados Unidos da América, mais especificamente na cidade de Nova Iorque, a 2 de março de 1926 e falece a 7 de janeiro de 1995. Rothbard estudou na Universidade de Columbia onde se tornou bacharel em Matemática e em Economia no ano de 1945. Em 1956 doutorou-se em Filosofia e em Economia. No ano de 1962 escreveu a obra “Man, Economy and State” uma das grandes obras da escola Austríaca de Economia (esta escola trata-se de uma tradição que foi Ler mais

Crítica de Mises ao Sindicalismo

Categorias: Filosofia, Propriedade e Socialismo.

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Excerto do livro Socialism, de Ludwig von Mises Enquanto táctica política, o sindicalismo representa um método particular de ataque do trabalho organizado para a obtenção dos seus objectivos políticos. Este objectivo pode ser o estabelecimento do verdadeiro Socialismo, isto é, a socialização dos meios de produção. Mas o termo “Sindicalismo” é também usado num segundo sentido, em que significa um fim sociopolítico de um carácter especial. Neste sentido, o Sindicalismo deve ser entendido como um movimento cujo objectivo é trazer um estado de sociedade em que os trabalhadores são os proprietários dos meios de produção. Preocupámo-nos aqui com o Sindicalismo Ler mais

O desmantelamento do Estado e a Democracia Directa, Jesús Huerta de Soto

Categorias: Filosofia, Política, Relações Internacionais e Traduções.
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Tradução do ensaio “El desmantelamiento del Estado y la Democracia Directa”, Jesús Huerta de Soto, “Nuevos Estudios de Economía Política”, 2ª edición, UNIÓN EDITORIAL Tradução de Jóni Coelho. Nutre interesse pelo pensamento político e económico de Murray N. Rothbard, na qual elabora uma tese de doutoramento sobre a sua teoria do anarco-capitalismo. Revisão: Carlos Novais. O desmantelamento do Estado e a Democracia Directa[1] I – Introdução Em termos gerais, tenho de manifestar a minha simpatia com o desejo manifestado pelo professor Bruno Frey para estender, na maior medida possível, a democracia directa via referendos, seguindo o modelo do sistema político Ler mais

As críticas do Papa Francisco ao Capitalismo ignoram a sua utilidade

Categorias: Capitalismo, Filosofia e Traduções.

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Texto de Guy Sorman, originalmente publicado no City Journal Na sua exortação apostólica de Dezembro, a Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), o Papa Francisco teve palavras duras para a “nova tirania invisível do mercado”. Esta denúncia comum do capitalismo traz-nos à memória o famoso texto do economista francês Frédéric Bastiat, publicado em 1848. Dirigindo-se aos socialistas seus contemporâneos, que já atacavam a economia de mercado, Bastiat replicou que é mais fácil identificar e criticar o que conseguimos ver (pobreza ou desigualdade) do que é discernir o que não conseguimos ver: o incansável crescimento económico que o mercado produz. Com Ler mais